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Os Males do Cigarro na Gravidez PDF Imprimir E-mail
Qua, 13 de Abril de 2011 15:59

De que o cigarro faz mal à saúde, ninguém mais duvida. Que fumar durante a gravidez aumenta o risco de abortos espontâneos e de o bebê nascer com baixo peso, também não é novidade. O alerta agora é para o perigo do fumo passivo na gestação: ele aumenta o risco de malformação congênita ou de o bebê nascer morto.


A constatação é de uma revisão de 19 estudos. Segundo os pesquisadores, grávidas não fumantes que têm contato com a fumaça do cigarro correm risco 23% maior de que o bebê nasça morto. A probabilidade de malformação do feto é 13% maior.

Nenhuma das mulheres havia fumado durante a gravidez - mas elas tinham respirado a fumaça do cigarro dos companheiros ou familiares. Os resultados foram publicados na Pediatrics.

Segundo os dados da revisão, o pai do bebê era a primeira fonte de fumaça para a mãe na maioria dos estudos.

Para Lúcio Souza dos Santos, pneumologista do A. C. Camargo, é difícil estabelecer os riscos do fumo passivo para a gestante porque tudo depende da concentração da fumaça no ambiente e da quantidade de vezes que a mulher é exposta ao cigarro.

"A concentração do poluente é fundamental. Mas, se a exposição ao cigarro acontecer repetidamente, certamente haverá riscos para o feto", diz Santos.

O pediatra João Paulo Lotufo, responsável pelo Programa Antitabágico do Hospital Universitário da USP, diz que o cigarro provoca uma vasoconstrição, diminuindo o fluxo sanguíneo na placenta. Assim, com menos irrigação, há mais riscos de natimorto. Os possíveis mecanismos para justificar a malformação ainda não foram descobertos.

Lotufo diz que todas as grávidas sabem que o cigarro faz mal. O maior problema é receber orientação adequada para parar de fumar. Em um levantamento feito por ele com 200 mães fumantes no período de amamentação, 30% delas disseram que seus médicos falaram para elas pararem de fumar, mas nenhum deles soube orientá-las sobre como fazer.

Em outra pesquisa, feita com 250 pediatras, nenhum soube dizer quais são as medicações disponíveis. "O maior problema é a falta de informação."

O pneumologista José Roberto de Brito Jardim, do PrevFumo da Unifesp, diz que a universidade vai inaugurar um ambulatório exclusivo para atender as grávidas fumantes. O objetivo é orientá-las sobre como parar de fumar, mesmo após o parto. "O cigarro tem mais de 3 mil substâncias não identificadas. O risco para a mãe é risco para o feto."

Apesar de conhecerem os riscos, muitas mães fumantes não abandonam o cigarro durante a gestação

Ao inalar a fumaça do cigarro, componentes tóxicos chegam até os pulmões e vão para a corrente sangüínea da mãe. O coração bombeia o sangue "intoxicado" para todo o corpo da mulher, chegando até o bebê. O monóxido de carbono entra no sangue da mãe, diminuindo a quantidade de oxigênio circulante. A nicotina causa ainda o estreitamento dos vasos, fazendo com que menos nutrientes cheguem ao feto. A placenta não impede a passagem de moléculas pequenas como a nicotina, que contamina o bebê.

RISCOS PARA A CRIANÇA 


O bebê pode nascer já com o coração, os pulmões e o cérebro afetados e tendência a dependência química ao cigarro. Geralmente, filhos de mulheres fumantes nascem com baixo peso e altura. Há riscos de má formação do feto.

DICAS PARA DEIXAR DE FUMAR 
Decisão e força de vontade são essenciais para quem quer largar o vício. Além disso, existem algumas dicas que podem facilitar o caminho:

  • Fixe uma data específica para parar de fumar e não volte atrás;
  • Deixe de fumar totalmente no dia marcado. Reduzir gradativamente a quantia diária de cigarros não é uma boa alternativa nem facilita largar o vício;
  • Peça à sua família e aos seus amigos que o ajudem, evitando, por exemplo, fumar perto de você. Além disso, eles podem estimulá-la, encorajando-a;
  • Reflita sobre as atividades ou locais que a estimulam a fumar. E, se possível, evite-os;
  • Prepare um plano para enfrentar a ânsia de nicotina, irritabilidade, ansiedade e o aumento de apetite causados pela abstinência. É o seu corpo se ajustando à falte de nicotina, sinal que seu objetivo está sendo alcançado;
  • Comece a fazer exercícios físicos correspondentes ao seu preparo atual.

Se você não consegue parar de fumar sozinha, procure um médico para indicar tratamentos farmacêuticos à base de produtos que substituem a nicotina.


Fontes: O Blog da Saúde, Hospital Santa Lúcia

 

 

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Dra. Cinthia Cimatti Giovannetti Gouveia - CRO 8989, formada em Odontologia pela Unimar - Universidade de Marília-SP.
Formada em Medicina pela Universidade Oeste Paulista, a Dra. Ana Carolina Zeni, possui diversos cursos de Pós-graduação em Medicina Preventiva e Estética no Brasil e no exterior. site

Maria Cecília Mattos, psicóloga graduada pela PUC-Rio. Além do consultório particular, atua na área da Psicologia Perinatal. maternidadenodiva.com
Izaara Alvarenga é graduada em Nutrição, pela UNILAVRAS, em Lavras - MG. Cursa Especialização na UNESP, Botucatu - SP. Atua na Pastoral da Criança e no Lar Esperança e Vida Mateus Loureiro Ticle, de apoio ao portador de Câncer, em Lavras.
Stella Romanholli - Escreve e fala sobre gastronomia em jornais e programas de Rádio, no Estado de Goiás.
É Geógrafa pela UFGO, Pós Graduada em Saúde Pública pela Universidade Estácio de Sá RJ, Arte Terapeuta pela UCAM RJ, Gastrônoma pela Fac.Cambury GO.
Juliana Chaves Oliveira - Advogada OAB/PR 38.650
Especialista em Direito Contratual
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